Reportagem
outubro 3, 2008
Mal começou e o Cineclube Letras já está chamando a atenção, ou pelo menos é assim que nós que editamos este blog queremos entender. Uma amostra dessa possível visibilidade (será?) pode ser conferida na página da web www.fafich.ufmg.br/tubo, site do Jornal Laboratório Tubo de Ensaio, produzido por alunos do curso de Comunicação Social da UFMG. No endereço, há uma matéria (“Uma idéia na cabeça e um projetor na mão”) a respeito do Cineclube, trazendo informações sobre o projeto – algumas erradas, inclusive.
De qualquer modo, e apesar dos desacertos (entre outras coisas, o Fábio é chamado de “Felipe Feldman”, nos concederam apoio financeiro da Livraria Quixote [de todo inexistente!] e divulgaram datas erradas das próximas duas sessões), vale a pena conferir a reportagem. Só o interesse do pessoal do Tubo pelo Cineclube Letras – e também por outros projetos do gênero - já torna a iniciativa louvável, uma vez que cineclubes de um modo geral só contam com o veho e bom boca-a-boca como forma de divulgação.
Juventude
setembro 29, 2008
Conforme prometido, aqui vai a programação detalhada do primeiro ciclo temático do Cineclube FALE/UFMG. A idéia é sempre divulgar a grade de filmes e os nomes dos palestrantes com certa antecedência, para que quem se interesse pela sessão possa se organizar para comparecer.
20/9 – Últimos dias (EUA/2005) – Dir.: Gus Van Sant
Debatedor: Gustavo Silveira Ribeiro (FALE/UFMG)
27/9 – Monika e o desejo (Suécia/1953) – Dir.: Ingmar Bergman
Debatedor: Fábio Feldman dos Santos (FALE/UFMG)
18/10 – Juventude Transviada (EUA/1955) – Dir.: Nicholas Ray
Debatedor: Flávio C. von Sperling (Faculdade de Comunicação e Artes – UNA)
25/10 – Cão sem dono (Brasil/ 2007) – Dir.: Beto Brant, Renato Ciasca
Debatedor: Regina Motta (FAFICH/ UFMG)
Explicação necessária – ou nem tanto
setembro 28, 2008
Finalmente, um post neste blog. E já de cara, um post chato, explicativo. Fazer o que: a vida é chata, e o primeiro post de uma página qualquer não poderia ser diferente.
Pois bem, vamos ao que interessa. Em primeiro lugar, interessa dizer por que estamos aqui. Por que um Cineclube na Letras? Temos ouvido com algum frequência essa pergunta nesses primeiros tempos de divulgação do projeto. E a resposta não poderia ser mais simples (e mais sem graça para alguns): criamos o Cineclube por simples prazer pessoal, para termos a oportunidade de exibir os filmes que gostamos e criar um espaço público minimamente organizado para conversar sobre cinema. Nada mais e nada menos. Poderíamos listar motivos pedagógicos, filantrópicos, financeiros, psicanalíticos ou até religiosos, mas nenhum deles seria exato. Criamos o Cineclube e estamos tendo algum trabalho com ele porque pareceu, a princípio, algo divertido. Ou, quem sabe, por pura falta do que fazer.
É preciso ressaltar que para colocar o Cineclube funcionando tivemos apoio da Diretoria da FALE, do D.A. e de mais alguns professores (entre os quais é preciso destacar os nomes de Élcio Cornelsen e Regina Motta, o primeiro da Letras e a última da FAFICH, do curso de Comunicação Social). Sem eles as coisas seriam bem mais difíceis do que já tem sido, uma vez que catar o público literalmente a unha pelos corredores da Faculdade não tem sido exatamente a coisa mais prazeirosa dos últimos tempos.
Mas, deixando os choramingos de lado, vamos a outra explicação necessária (ou nem tanto) do Cineclube: como, afinal de contas, ele funciona? Ao invés das tradicionais mostras (de diretor, de estilo, de época) que costumam ocupar a programação dos cineclubes, preferimos organizar cilcos temáticos, com duração de um mês (na verdade quatro sessões), que pudessem reunir filmes de diferentes épocas e realizadores, sem preconceito ou privilégio contra/para com nenhum tipo de produção. Mais ainda: além de não excluir (ou incluir) a priori nada nem ninguém, decidimos mesclar, de maneira sistemática, filmes clássicos e realizações contemporâneas. A idéia é fazer com que a aproximação dos filmes provoque novas miradas sobre as obras, estimulando novas percepções que só o estranhamento da comparação pode trazer. O tempo dirá se isso é, ou não, mais interessante que a lógica das mostras e retrospectivas.
Estão programados, até agora, cinco (quanta pretensão) ciclos temáticos: “Juventude” (confira a programação detalhada a seguir), “Olhares sobre a violência”, “A música no cinema”, “Poéticas do espaço” e “Por que ver os clássicos?”.
Por fim, para cada sessão haverá sempre um convidado (que pode vir de áreas as mais diversas, não necessariamente sendo especialista em cinema) que fará análises rápidas dos filmes (mais ou menos 20 minutos), sempre após a exibição dos mesmos. O objetivo disso é fomentar o debate ao fim das sessões, algo essencial para o que queremos propor.
Bem, é isso. Este post se estendeu mais do que devia. Quaisquer outros assuntos relativos à organização do Cineclube (como, por exemplo, seu famigerado horário – 10:00 de sábado) preferimos nem tratar por aqui. O que está dito está dito. Sobre o que não dissemos nada, é porque nada há para dizer.



